Filosofia. Quem não gosta de sair um pouco deste mundo e se perguntar a origem das coisas e porque de estarmos aqui de vivermos assim, etc..
Todos nos uma vez não vida nos questionamos, nem que seja na adolescência, em que nos perguntamos o porque de tudo, quando todo parece estar contra nos quando procuramos uma resposta para milhares de perguntas e vemo-nos atados no meio de tanta trapalhada. Sim nos filosofamos, todos nos. O pensar, o procurar a origem de uma coisa, a simples perspectiva que tiramos em relação ao mundo e há nossa religião já é uma filosofia.
Todos temos uma filosofia, por mais pequena e inútil que seja, por isso todos filosofamos.
Mas todos nos tiramos a nossa filosofia, cada um tem o seu conceito. Muitos dizem que para se filosofar tem que se ter uma grande inteligência ou ser alguém com grande conhecimento de vida, alguém que estudou muito e tenha conhecimento suficiente para atingir uma filosofia.
Mas na verdade, ate uma pessoa que nunca estudou, que nem sabe ler nem escrever, pode ter uma boa filosofia.
Filosofar é seguir a lógica das coisas, da vida, é pensar e perguntar o porque.
Se nos estamos aqui hoje, e ontem também estivemos, amanha também deveremos estar, mas podemos não estar, e depois, como ficaremos, não sabemos, ai cada uma tira a sua perspectiva, mas a verdade a que todos seguimos e pensamos com lógica e é a essa lógica que nos faz a todos filósofos.
Sentes o mundo a trespassar-te com uma faca bem grossa,
Sentes-te inútil e destruída, sem nada, apenas com lágrimas
Partes e destruís, sentes raiva dentro de ti,
Depois tudo acaba e lamentas, o dia em que a vida te deixou assim…
Mas não foi ela, olha dentro de ti, és tu quem a constrói e destrói,
Só tu a controlas só tu a vives, tu fazes o dia e mais ninguém o pode fazer por ti…
Sorri e vive, és tu e mais ninguém!
Vida encontra a morte, foi lançada a tua sorte
Por entre os cadáveres apodrecidos, e um pedaço de luz
Entras no teu caminho, o qual te é desconhecido
E tu caminhas segundos a traz da vida,
E pela primeira vez tu a vês destruída
Lutas e tentas, não acabar ali, mas a vida tem um fim,
E a morte também terá?
Lua cheia, poder ardente
Que penetra na tua mente
Deslisa no teu corpo,
E te consome profundamente
Ha gente que se droga
Para atingir o extremo
Mas no cimo do delirio, no poder da lua
Vem sentir o poder supremo
E gente chora, gente grita,
Alguma ate morre, e ninguem acredita...
Ela mata, ela consome,
E te destroi, ate deixares de sentir...
Olha o seu brilho, ela é o nosso espelho
O grande poder infinito
A luz do medo, sem segredos
Basta olhares fixamente
Voa voa cada vez mais alto
Iludido por aquilo que nao tens
Sem destino, mal doentio
Que trazes no teu ser
Asas negras, rasgadas por espinhos
Onde cais-te e lamentas-te
Asas da ilusao, conduzem a tua paixao
E mais uma vez choras-te
Anjo pedido na escuridao
As tuas asas da ilusao
Que nao te deixao descansar
A cabeça nao para de andar
E mais uma vez, as tuas asas
Te levam para longe
Por onde passeias a morte
E cravas as chagas.
Vida perdida por um sonho iludido
Nas trevas procuras um abrigo
Sem nada, so lamentas o dia
Que sonhas-te iludido, pela escuridao
As tuas asas te movem para longue,
Mas continuas perto do teu pesadelo,
Pobre homem caido,
Segurado pelas asas da ilusao...
Vida esquecida
Perdida
Num mundo vazio
Fechada
Trancada
Nas trevas serrada
Minha alma
Sentido
Na dor
Sofrendo
Por amor
Vagueio
Sem nada saber
Querendo
Prometendo
Olhando
E vendo
As trevas
Me movendo
Para baixo
Para cima
Segura-me
Estou prestes a cair
No pecado
Na ilusão
De nada ter…
Dois corpos despidos, desamparados e sem nada. Vagueiam nas trevas procurando refúgio, refugio para a sua dor, para a sua tristeza. Eles são melancólicos e dizem a verdade, no seu olhar vês aquilo de que sempre fugiste, a maior da infelicidade. As trevas os cobrem e nunca os deixa descansar. A dor é a sua vida. Tantas feridas, eles têm abertas, tantas lágrimas caem do seu rosto! Ho eles são tão melancólicos.
Sabes os teus maiores segredos, eles os guardam e os seus maiores segredos eles os guardam também, porque ele são únicos e incompreendidos, mas a ti, eles compreendem como ninguém. São anjos, que adoram voar, sonhar viver livres, mas em nenhum momento os deixam e eles tornaram-se anjos negros, sem força para levantar voo, e presos pelos homens.
Vem da a uma das tuas mãos e ajuda-os a levantar.
Mostra-lhes o sol, e dá-lhe alguma alegria para viverem. Acredita que nunca encontraras alguém que te ame tanto, nem com quem consigas aprender o que realmente é a vida. Eles mostram-te o que esta há frentes dos teus olhos e tu não vês.
Passam as suas vidas lutando por ti, para seres alguém melhor, e no entanto, tu só os desiludes. Querem mudar o mundo, querem um mundo de paz.
Ninguém deseja mais a morte quanto eles, não tem medo, e acreditam na morte como destruidora do pesadelo de vida, e que só na morte encontraram o seu verdadeiro mundo.
Não tem medo, quem não receia a morte não tem medo, e eles não tem medo. Tu sentes medo, quando pensas que vais morrer, sentes medo de noite sozinho num local escuro, sentes medo quando algo corre mal, sentes medo, sentes medo em tantos momentos. Eles, não têm nada a perder, nada a temer, não têm medo.
Eles procuram momentos felizes, eles não pensam no amanha e vivem o hoje como se fosse ultimo, e tudo o que tiverem para fazer fazem, tudo o que tiverem para dizer dizem.
Trajados sempre de luto, são o estranho fruto de um mundo feliz que não existe.
Por favor, não os magoe, eles são mais sensíveis do que podes imaginar.
Por favor não tenha medo de uma alma tão melancólica e solitária.
Procure-os nos cantos e vista-os.
A noite estava escura, e eu vagueava pelo cemitério, há procura de paz.
Sozinha no escuro, limitei-me a desabafar. A falar com aqueles k não te respondem, mas que sempre te ouvem.
Sozinha!? Não! Não me sinto sozinha. Só ali me sentia mais viva k nunca e com vontade de viver. Mas ali onde a morte sobrevive, tive medo. Medo de estar tão acompanhada.
Caminhei procurando um lugar alojado do frio, e reparei, numa porta aberta, um túmulo violado. Fiquei assustada. Mas continuei
Senti que alguém me perseguia. Por momentos, pareceu-me ter ouvido o meu nome.
Respirei fundo e repeti para mim mesma “não faças filmes onde não existem”
Olhei a lua, que estava mais cheia e brilhante que nunca e pedi-lhe para me proteger…
De repente.. ouvi o uivar de um lobo…
Um arrepio consumiu o meu corpo e senti frio…Corri a procurei uma saída. Ouvi passos k pareciam vir na minha direcção. Parei e ouvi-os. Não agora não era imaginação minha!
Parei, suspirei e repeti para mim mesma “ se é aqui que tens de morrer aqui morreras para depois viver…”
Olhei para traz e vi a porta aberta.
Dava a ultima badalada da meia-noite e nesse preciso momento vi uma sombra. Suspendi a respiração, olhei para traz…
Um homem!? De onde tinha vindo ser tão belo!? Deixei-me levar pela sua beleza e fixei os seus olhos, estava com roupas estranhas, há muito que ninguém se vestia assim, mas no entanto, tão elegante e tão belo. Continuei a olhar fixamente, ele estendeu a mão e acariciou-me o rosto. Logo como se tivesse apanhado um susto, exaltei-me! Tão frias eram as suas mãos mas ao mesmo tempo tão suaves. Parecia k há muito que esperava aquele toque, aquele sentimento, lindo mas ao mesmo tempo tão assustador.
Ele olhou-me nos olhos e perguntou-me:
- O que fazes aqui?
Fiquei calada por instante e depois respondi:
-Procuro a minha alma, que perdi algures por aqui…
Ele sorri… Ho! Nunca tinha visto sorriso tão bonito e logo me disse:
- Andas à procura no lugar errado….
- Não! Enganas-te, procuro no lugar certo! - Respondi
- Porque dizes isso? - Responde ele muito admirado como se não tivesse há espera daquela resposta, sorriu e continuou - não sabes k aqui só vivem corpos mortos, porque procuras a vida no meio da morte?
- Da mesma maneira k tu vives entre eles… com medo k um dia a morte te leve deste mundo, do mesmo modo k tu te esconde debaixo de uma mascara, do mesmo modo k tu receias a luz, do mesmo….
Interrompeu-me com uma voz irritada...
- Porque procuras a vida no meio da morte? – Insistiu ele.
- Porque é na morte que esta a verdadeira vida, porque eu vivo morta, porque eu procuro ser como tu.
Surpreendido com a minha resposta, ficou olhando para mim durante segundos e responde de uma forma calma e serena…
- Deixa-me mostrar-te onde perdeste a tua alma….
Acordei no dia seguinte na minha cama e pergunto-me como foi lá parar? Teria sido aquilo apenas um sonho?
Levantei-me e reparei numa rosa em cima da minha cama, uma rosa vermelha, vermelha como o sangue, e um cartão que dizia…. Aqui tens a tua rosa, rosa da morte, o procures mais a tua alma… porque já a encontrar-te, ou melhor, nunca a perdes-te… tu nasces-te igual a nós…
† Cair…



